sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Invasão


Então a frente da Juventude volta à escola Padre Leonardo Nunes. Desta vez, uma mudança interessante: A utilização da Fotonarrativas, apresentada pelo prof. Alexandre Henz, do curso de psicologia.

A técnica é interessante para entrelaçar, transversalizar as subjetividades, as sutilezas dos particulares e a experiência mais objetiva e concreta.
Os recentes integrantes da frente, Thiago Polli e Cesar Inoue, responsáveis - mas não somente - pela sistematização das atividades assim o fazem então:


Primeira visita à escola. Rodoviária. 193. Ansiedade e descontração se confundiam. “É aqui que desce?” “tem certeza?” “É no outro”.  Caminhada até a porta da escola. Ambiente pouco familiar misturado com lembranças da infância. “Eu cresci ali”. Cigarros acesos. Parecia haver dois mundos, um interno e um externo, separados pelo portão da escola. Bitucas jogadas, entrada na escola. “Cadê a Rose?” “Já já a gente conversa, na sala dos professores tem ar condicionado, quando bater o sinal a gente entra”. Jantar. Comida muito gostosa. Bate o sinal. O resto de comida do prato é devorado. Sala dos professores. Ar condicionado. Choque de temperaturas. Flavia, café, bolachas, Cesar, Rose, ar condicionado, Danilo, Thiago, copos descartáveis, água, televisão, armários, uma grande mesa, Ana Carol, Lurdes e Gisele. Justificativas pela demora de contato. Alterações quanto a proposta do ano passado. Abaixo a obrigatoriedade, agora entra em cena a voluntariedade “A voluntariedade pode ser bacana, pois quem for chama os outros”.  Aumento de responsabilidade em fazer dar certo.  Euforia, frustração, cautela, exemplos de outros projetos que deram certo. “Nossa, que legal, é que nem o teatro do oprimido.” Vai fazer com todas?” ”Essa 8° é diferente” “Mas eles se formam e não voltam mais” O que é se formar? Estar pronto? Não aceitar mais nada? Não se deixar IN - fluenciar? “Mas com quem fica a responsabilidade?” “Passamos uma lista de presença?” “Não se preocupe, aqui é tudo organizado, a gente passa uma lista.” “NÃO TO ENTENDENDO”! “Como vocês vão fazer o ano inteiro?  Já estamos em novembro.”. Explicações quanto a greve. “Ficaremos em aula até abril.” Desejo de continuar o trabalho nas férias. Utopia? Devemos parar nas férias? Voltamos só em fevereiro? Teremos só 4 encontros?  “Vamos construir isso com o grupo. Se o grupo quiser continuar nas férias, continuamos, se quiser parar e retornar em fevereiro, retornamos em fevereiro. Tudo vai ser construído junto, desde as atividades até os dias de trabalho. É difícil  pré – ver o que vai acontecer, porque tudo vai depender do grupo.”