quinta-feira, 29 de maio de 2014

Dá série 6º CBEU...


Nos dias 19, 20, 21 e 22 de maio, estivemos em Belém do Pará, participando do 6º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária - CBEU, sediado pela Universidade Federal do Pará - UFPA e arredores.Iremos postar diversos materiais sobre nossa participação neste importante Congresso das extensões - a primeira postagem já está aqui.





Hoje é a vez de conhecermos o trabalho que foi apresentado pela Frente Educação Popular, Corpo e Cultura, representada pelas PETianas Valéria e Aline Rocco.





    A roda de conversa em que apresentaram este trabalho foi uma das atividades acadêmicas mais proveitosas que nosso grupo vivenciou por lá! Também participaram estudantes de Alagoas, que tem um projeto de extensão super premiado na área das exatas, o PIMI; uma extensão de Minas Gerais na área da odontologia e outras duas do Pará mesmo, uma sobre pedagogia hospitalar - Gente de Fibra! - e outra sobre Ludicidades Africanas e Afro-Brasileiras. 



        Essa turma toda apresentou e discutiu suas práticas, os desafios da extensão/extensionistas, a conjuntura da extensão, suas angústias, felicidades... Foi uma roda de conversa muito proveitosa! E de quebra aproveitamos para colocar no caldo das reflexões a experiência do Cursinho Popular Cardume. Para além disso, temos certeza que esse momento serviu-nos principalmente para nos inspirarmos na ousadia dos demais grupos e recarregarmos nossas baterias de ânimo e axé para darmos continuidade em nossos projetos!

                                
     (Brenda Barbosa)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tabloides do PET Educação Popular

Desde abril tem circulado nos espaços em que participamos um jornalzinho do PET Educação Popular. São três edições diferentes, organizadas pelo Fabrício, Raiane, Brenda e Valéria, com materiais que vão desde de textos autorais e vivencias do grupo até depoimentos de quem já se formou e passou pelo PET Educação Popular. O material saiu do forno e está circulando, no campus, nos congressos, nos encontros...
Mas também é possível conhecê-lo por aqui, pela internet! Estão todos disponíveis na plataforma issuu.com, basta clicar aqui para ter acesso as três edições :)

E para saber o que mais temos feito, além de acompanhar o blog e a página, veja também nossos documentos publicados no issuu.com bem aqui.

Tchau!

“Mande notícias do mundo de lá... CHEGUEI!"


Finalmente em casa. Não sei porque, mas a música de Maria Rita Encontros e Despedidas não sai da minha cabeça desde que saí de Belém, talvez tenha a ver com a musicalidade do norte e nordeste, talvez tenha a ver com o povo desse Brasil afora, mas o fato é que voltei.
Apresentar um trabalho num Congresso Brasileiro é gratificante, pois representa a conquista e o reconhecimento, mas infelizmente esses espaços, onde se pretende receber milhares de pessoas, nunca está de acordo para atender às necessidades dos participantes. Organização é tudo!
Tive várias surpresas, umas negativas e outras positivas. As negativas, começaram na recepção que tivemos ao chegar, além do cansaço, sem informações, sem alojamento, sem infra estrutura, paralisações, organização, nervosismo, distância. As positivas superaram tudo isso, porque faz mais sentido para mim, prestar atenção ao que se passa ao meu redor, a começar pelo calor.
Isso mesmo, calor. Calor do lugar e calor de um povo afetuoso! Isso me cativa! Calor é tudo.
Conversas e rumores, cheiros e odores, olhares e cores, vida! Calor e chuva, tudo junto. Após a chuva...encontros e amores.
Às margens do Rio Guamá, fica a UFPA. Mas também tem a Doca e a Feira de Ver-o-Peso.
Na UFPA, que é cercada de uma população menos privilegiada, nota-se que nem tudo é como parece. O campus tem muito verde, uma vastidão da natureza em meio às construções dos institutos, é uma cidade. Gente que entra e sai, estudantes que vem e vão. Mesmo lá dentro, existe a contradição. De um lado, o profissional e de outro, o básico. No profissional, os cursos tecnológicos voltados para o mercado capitalista. No básico, os cursos de humanas voltados para as pessoas. Mas o de medicina, nem fica lá. É em outro local, mais centralizado, mais elitizado.
Na Doca, tem bons restaurantes e tem barca que sai em passeios de hora em hora pelo rio caudaloso. Tem cervejaria que fabrica cerveja de vários tipos e sabores. Tem sorveteria com sabores únicos, nunca antes experimentados. Se não dançar o carimbó, pode tomar: Cupuaçu com castanha. É delicioso! Local de encontro dos casais enamorados, romance no ar. Ponto turístico.
Na Feira de Ver-o-Peso tem vida! Sim...lá tem vida. A vida como ela é. Cheia e dura. A vida que amanhece e anoitece num trabalho árduo, cheio de calores e cores, de cheiros e odores. Um local de pessoas calorosas e de comidas com nomes estranhos e sabores desconhecidos. Lá tem maniçoba, tacacá com tucupi, açaí na tigela com farinha d’água e filé de dourado, ahh... e tem carne, muita carne. Se não gostar, pode até magoar. Tem suco de cupuaçu, murici e abacaxi, mas o melhor mesmo é a tapioca, para comer é só chegar! Eram tantos os odores, que logo quis sair de lá!
Isso tudo sem contar sobre o artesanato local, a cerâmica Marajoara, as bijuterias e as essências. Lugar abençoado esse, onde o povo traz de seus ancestrais os saberes de produzir coisas tão ricas e belas.
Para mim, a importância de estar em lugares como este, vem como uma dádiva, um privilégio.
Acho que por esse motivo, a música continua na minha cabeça, mesmo agora no momento em que escrevo.
Da direita para esquerda: Ricardo, Brenda Mairã, Mahirú, Bete, Valéria, Diego.
Diz quem fica...digo que ficou. Ficou a saudade, em especial de dois lindos frutos daquela terra, Mairã e Mahirú. 
Melhor ainda é poder voltar...quando quero. Sim. Quero voltar um dia, para matar as saudades e explorar lugares que não pude conhecer, lugares como a Ilha de Marajó e as Praias de Salinas.
Tem gente que chega para ficar...tem gente que vai para nunca mais. Cantei este trecho, erroneamente. Acho que foi o cansaço e o nervosismo.
Agora, refletindo sobre tudo que vivenciei, tem um trecho que expressa melhor minha vontade nesse momento...Tem gente que vem e quer voltar...tem gente que vai e quer ficar...tem gente que veio só olhar...tem gente a sorrir e a chorar, e assim chegar e partir...
É isso, um dia quero voltar e quem sabe ficar, para nunca mais partir.
(Valéria de Oliveira Ribeirinho)